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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Are you my driver?

Essa é a pergunta que Madonna faz ao motorista de sua limosine no clipe de Music. E agora ela pode fazer a mesma pergunta pra mim, pois acabo de ser aprovado no exame de habilitação!!!! Yes, segunda tentativa bem sucedida! Aliás, posso dirigir a van do clipe de Sorry, o carro de Take a Bow, o conversível de Material Girl, o carro que a própria dirige em What it feels like for a girl, entre outros que não me recordo agora. Mas o mais emocionante seria "dirigir" o Rolls Royce da Sticky & Sweet Tour.
E por falar nisso, acabei de adquirir meu dvd da turnê!! Ou melhor: a recordação do primeiro show que fui da Rainha do Pop... inclusive ela cita o Brasil na parte dos bastidores, falando como chuveu no Rio e mostra o ensaio no dia do show em Sampa (onde eu estava presente e tive a oportunidade de assistir!), apesar de o show ter sido gravado em Buenos Aires - cujas explicações só podem ser: a trilha sonora de Evita incluída no set (You must love me e Don't cry for me Argentina, além da música Spanish lesson, que não faria o menor sentido ser gravada no Brasil...). Mas tudo bem. O DVD é show, sempre buscando pela perfeição. Quem assiste (inclusive os bastidores) não pode negar que ela eh perfeccionista, narcisista (no limite do patológico) e que honra o título de rainha!

Outra aquisição brilhante foi o DVD de Beyoncé: I am... yours - an intimate performance at Wynn in Las Vegas, que não é o oficial da turnê que Yuri também marcou presença. É um show, como o próprio nome diz, mais íntimo, onde ela conta sua história desde a infância, passando pelo Destiny's Child (quando dei os primeiros passos para o fanatismo em relação à Beyoncé, já que ela era a cabeça do grupo), e enfim contando sobre sua carreira solo, finalizando com seu maior sucesso de vendas e popularidade, Single Ladies (Put a ring on it). É um show para fãs, dividido em duas partes: a primeira acústica, comportada, com músicas que falam sobre relacionamentos e amor; e uma segunda parte na qual ela conta sua história e faz o que é mais a sua cara: dançar, requebrar e representar a sexy woman. Em breve ela lançará o DVD da turnê que rodou o mundo.
Agora fica a pergunta que não quer calar: Quem vai me dar um carrinho pra eu dirigir? E o vídeo de hoje é a performance de She's not me, dedicada à minha irmã, Mine. É um dos momentos auge do show, na minha opinião.

sábado, 25 de julho de 2009

In the desert

No meio do deserto. Uma faísca de água fluía como fogo. E queimava os olhos de quem se aproximava de mim. Ao sol, não se atrevia olhar. Ao chão, minha sombra se evaporava, como a água nos poros de minha pele. Ao céu, um azul limpo e seco. Seguia adiante, sem saber ao certo onde chegaria. Na verdade, não havia destino a se atingir. Só existia o deserto, seu calor, seus mistérios, e meus devaneios. Me sentia no limite, entre a sanidade e o delírio, o qual se inicia com a desidratação. Envolto por mantos, panos e roupas pesadas, me sentia um nômade. À minha volta, vultos rodopiavam, como se quisessem me circundar de areia no ar. Eu respirava, sereno. Não havia com o que se preocupar. Minha alma estava íntegra, apesar de quase em ebulição. Meu pensamento viajava, sonhava... E meu corpo apenas seguia em frente. Porque segurança não me falta. O que me falta agora é objetivo. As mantas me protegem do calor. E o calor me protege da insanidade. Simples. E obsceno. Esse cenário se projeta, mas não faz sentido algum. Apenas representa um estado de espírito. E o deserto, se estende pelo horizonte, onde meus olhos não conseguem mais enxergar. O sol brilha com uma luz tão explosiva! Que vontade de me deitar nas areias e apenas dormir. Mas dormir significaria morrer. E não é esse meu objetivo. Mas, então, qual é? Querendo ou não, meus dias se procedem assim... caminhando. Pelo menos caminho abençoado pela luz do sol...

Hoje estou em alfa, depois de assistir ao filme "Caótica Ana". É um filme alternativo, espanhol. Recomendo àqueles que têm sensibilidade. E que gostam de liberdade.


Sem mais para escrever, deixo aqui minha epifania... Ando escutando muitas músicas. Novas de Mika, álbum da Pink, álbum do Sigur Rós, álbum do Jason Mraz... Mas o que me deu vontade de postar aqui hoje foi um clipe da Lily Allen. A música se chama "Fuck you". Prefiro não comentar. Tirem suas próprias conclusões. Além de inusitada e divertida, a música tem letra e conteúdo.
[Obs: o clipe que se segue está na versão politicamente correta, encobrindo a palavra fuck]

Lily Allen - F*CK YOU

As fotos de hoje são de Mrs. Ciccone, que lançará sua 3ª coletânea, provavelmente em setembro, com seus maiores sucessos, além de 2 prováveis lançamentos: Celebration (que dá nome ao álbum), e Revolver (nome ainda não confirmado). A 1ª já foi lançada hoje em versão remix, mas como a letra da música não está audível, não me preocupei em baixar ainda. Então, a foto abaixo é a capa da coletânea. Uma montagemde 2 fotos antigas. Minha opinião: ficou very cool!! A outra foto é de um show da S&S Tour em Madrid, que ela termina com a bandeira brasileira! Deve ser homenagem a seu "melhor amigo" Jesus Luz!! [risos]

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Olhos nos olhos

"In your eyes i'd like to stay..."

Esse é o ultimo verso da música Thinking of you, da Katy Perry, que está até tocando na novela Caminho das Índias. Mas já curto Katy - e essa música - há um tempo, e esse verso eh minha cara, pq uma das partes que valorizo numa pessoa são os olhos, e o que eles expressam. Uma vez ouvi ou li que os olhos funcionam como um reflexo da alma, permitindo que quem os analise a fundo possa visualizar a alma da pessoa observada.

[Adendo: o céu hoje está de uma cor azul que cega meus olhos, de tão forte! Um azul piscina, escancarado, sem nuvens, que deixa até o sol envergonhado]

"Foi então que, não mais que de repente, um animal me encarava. Não sabia definir se era um lobo ou alguma raça de cachorro grande. Mas seus olhos, a única coisa em evidência, se lançavam sobre mim como facas afiadas. Não precisou mostrar os dentes, ou rosnar, ou fazer qualquer tipo de ameaça para que eu me sentisse amedrontado. Aquele olhar era mais que suficiente. Era desafiador. E desafios me excitam. Não posso enfrentar essa fera sem arma na mão, pensei comigo mesmo. Mas crescia uma força dentro de mim que irradiava, e mantinha a besta imóvel, como se estivesse empalhada. Já não sabia mais ler aquele olhar. Não entendia mais quem tinha medo de quem. Em questão de segundos, os olhos do animal foi se tornando terrivelmente apavorado, como numa inversão de papéis. Eu não acreditava, mas quem dominava a situação agora era eu. E agora eu era forte, temível, e fiz com que o bicho se sentisse acuado, indefeso, sem saber qual postura devia tomar diante de mim. Nossos olhares se identificaram nesse momento. Daí ele entendeu, instintivamente, que éramos apenas dois seres vivos, livres para compartilhar qualquer tipo de sensação ou emoção. Ainda não compreendo como tudo isso aconteceu, tão rápido, e qual foi a força que me salvou! Mas uma certeza eu tenho: só de olhar para ele, sinto um turbilhão de sentimentos, um atropelando o outro. A insônia me persegue, e aqueles olhos se mantêm vivos na minha mente."





O olhar de hoje é de Madonna, do clipe de Frozen (quem já viu, sabe que a foto acima é do cachorro do clipe). Aliás. é a música que coloco hoje, na versão da 2ª etapa da turnê Sticky & Sweet.


"You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen, when your heart is not open
(...) Give yourself to me
You hold the key"

[2° adendo: "Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e, então, faça a mudança"
- Michael Jackson.]